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    Home » a trajetória do clássico da literatura que conquistou o cinema
    Cultura

    a trajetória do clássico da literatura que conquistou o cinema

    Caf Festa e EventosPor Caf Festa e Eventosmarço 12, 2026Nenhum comentário6 minutos de leitura3 Visualizações
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    Há mais de 200 anos, a história de uma terrível criatura criada a partir de partes de cadáveres humanos pelo médico Victor Frankenstein ganhou destaque mundial. O livro, publicado em 1º de janeiro de 1818, rapidamente conquistou o público e se tornou um dos títulos mais comentados entre os leitores fascinados pelo universo sombrio e inquietante do terror.

    Até hoje o clássico britânico, considerado uma das primeiras novelas góticas de ficção científica, é inspiração em adaptações dos mais diversos tipos. Seja no cinema, teatro, na música ou literatura, o personagem segue vivo na cultura moderna – inclusive, sua última estreia nas telonas rendeu indicações ao Oscar de 2026, cuja cerimônia de entrega acontece no próximo domingo (15).

    Diante da repercussão do clássico, a Gazeta do Povo disponibiliza gratuitamente para os leitores o e-book “Frankenstein”. Para acessar, basta clicar neste link.

    Ilustração do ebook "Frankenstein", disponibilizado pela Gazeta do Povo.Ilustração do ebook “Frankenstein”, disponibilizado pela Gazeta do Povo. (Foto: Gazeta do Povo)

    VEJA TAMBÉM:

    • Oscar: 5 filmes clássicos que a premiação ignorou totalmente
    • Os cinco melhores filmes de terror lançados em 2025

    A origem e história do clássico: quem escreveu Frankenstein?

    A história aterrorizante de “Frankenstein” foi escrita pela britânica Mary Shelley, filha de dois nomes importantes do pensamento e da literatura inglesa: o filósofo William Godwin e a escritora Mary Wollstonecraft. Ainda assim, publicar uma obra literária no início do século XIX não era simples para uma jovem mulher.

    Naquele período, o meio editorial era amplamente dominado por autores homens e havia forte resistência à publicação de livros escritos por mulheres, sobretudo em gêneros considerados sombrios ou intelectualmente ousados. Por esse motivo, a primeira edição de “Frankenstein” foi lançada de forma anônima, sem o nome da autora na capa.

    Digitalização de um exemplar raro da primeira edição de Frankenstein; or, The Modern Prometheus (1818), de Mary Shelley.Digitalização de um exemplar raro da primeira edição de Frankenstein; or, The Modern Prometheus (1818), de Mary Shelley (Foto: Wikimedia Commons )

    A tiragem inicial contou com apenas 500 exemplares, que se esgotaram rapidamente. O sucesso inesperado abriu caminho para uma nova edição quatro anos depois. Assim, com a obra já consolidada entre o público, Mary Shelley finalmente teve seu nome reconhecido e estampado na capa do livro.

    Quando foi traduzido o primeiro livro de Frankenstein em português?

    Não há registros precisos sobre a data da primeira tradução de Frankenstein para o português. No entanto, uma iniciativa em 2025 de duas editoras brasileiras, Editora O Grifo e Editora Mão Esquerda, trouxe ao país uma versão baseada diretamente no manuscrito original escrito por Mary Shelley.

    Para essa edição, os tradutores recorreram ao manuscrito preservado na Bodleian Library, da University of Oxford. O trabalho permitiu recuperar trechos que haviam sido riscados ou modificados por Percy Bysshe Shelley, marido da autora, que fez algumas intervenções no texto com o objetivo de torná-lo mais refinado do ponto de vista literário.

    Com isso, a nova tradução busca se aproximar ao máximo da versão concebida originalmente por Mary Shelley, revelando nuances da narrativa que foram suavizadas ou alteradas nas edições posteriores.

    Entretanto, existem inúmeras versões lançadas no Brasil. Ao longo das décadas, diferentes editoras publicaram traduções próprias do clássico, com variações de linguagem e adaptação.

    Essas edições vão desde versões integrais, voltadas a leitores que buscam a obra completa, até adaptações simplificadas destinadas ao público jovem ou ao uso escolar. A diversidade de publicações ajudou a manter vivo o interesse pelo clássico Frankenstein entre leitores brasileiros, consolidando o romance como uma das histórias mais conhecidas da literatura de terror e ficção científica.

    O Prometeu Moderno: quantas vezes o livro foi adaptado ao cinema?

    O clássico, descrito em 1831 pela própria escritora como “O que me aterrorizou aterrorizará os outros; e só preciso descrever o espectro que assombrou meu travesseiro da meia-noite’: um monstro, criado por um cientista louco cego pela ambição, que tortura seu criador”, ganhou espaço no cinema mais de 700 vezes.

    A trama original narra o desenvolvimento em laboratório de uma criatura a partir de matéria morta. Victor Frankenstein, cientista por trás do experimento, aterrorizado com a aparência de sua criação, foge. Tomado pelo abandono e pela rejeição de seu “pai”, o monstro traça uma vingança trágica para seu criador e todos que o rodeiam.

    E, a partir desse princípio, surgiram centenas de histórias paralelas. De acordo com o IMDb, as três melhores adaptações até hoje foram:

    1. O Jovem Frankenstein (1974) – Nota 8,0

    A história acompanha o médico Frederick Frankenstein, neto do cientista Victor Frankenstein. Após herdar o castelo da família, ele descobre o laboratório do avô e decide repetir o experimento de criar vida a partir de um cadáver. Com a ajuda de Igor e Inga, o plano dá certo. Mas um erro na escolha do cérebro gera situações caóticas e hilárias.

    A comédia recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Roteiro Adaptado, para Mel Brooks e Gene Wilder, e Melhor Mixagem de Som. A produção ainda foi indicada ao Golden Globe Awards.

    2. A Noiva de Frankenstein (1935) – Nota 7,8

    Na história, Dr. Frankenstein tenta abandonar seus perigosos experimentos após criar uma criatura que escapou de seu controle. No entanto, ele é pressionado pelo misterioso cientista Dr. Pretorius a realizar um novo experimento: criar uma companheira para o monstro. Enquanto isso, a criatura vaga solitária, em busca de aceitação, até que o plano de dar-lhe uma noiva é finalmente colocado em prática.

    Dirigido por James Whale e estrelado por Boris Karloff e Elsa Lanchester, o filme se tornou um clássico do terror produzido pela Universal Pictures. A produção recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Mixagem de Som, reconhecimento importante para a época.

    3. A Maldição de Frankenstein (1957) – Nota 7,0

    Similar ao livro, “A Maldição de Frankenstein” conta a história do cientista Victor Frankenstein, um médico obcecado pela ideia de desafiar os limites da vida e da morte. Em seu laboratório secreto, ele realiza experimentos macabros e cria uma criatura a partir de partes de cadáveres humanos. No entanto, ao ganhar vida, o monstro foge ao controle do cientista e passa a provocar uma série de tragédias. 

    Produzido pela Hammer Film Productions e dirigido por Terence Fisher, o filme foi fundamental para revitalizar o gênero nos anos 1950. Seu sucesso também consolidou a Hammer como um dos principais estúdios de terror da época.

    Frankenstein e o Oscar 2026: quais as particularidades do filme de Guillermo del Toro?

    Em 2025, o clássico do terror ganhou uma nova adaptação para o cinema. Produzido pela Netflix e dirigido por Guillermo del Toro, o filme apresenta uma releitura que se distancia do enfoque tradicional do horror para explorar temas mais humanos, como trauma, solidão e redenção.

    A narrativa amplia o universo da história original com a introdução de novos personagens e uma abordagem mais sensível da criatura, que deixa de ser vista apenas como um monstro e passa a ocupar um papel mais complexo e trágico. 

    A nova versão de “Frankenstein” conquistou destaque na temporada de premiações e recebeu nove indicações ao Oscar 2026:

    • Melhor Filme;
    • Melhor Ator Coadjuvante;
    • Melhor Trilha Sonora Original;
    • Melhor Fotografia;
    • Melhor Maquiagem e Penteados;
    • Melhor Figurino;
    • Melhor Roteiro Adaptado;
    • Melhor Direção de Arte;
    • Melhor Som.

    Mais de dois séculos após sua publicação, a obra criada por Mary Shelley continua sendo reinterpretada por novas gerações. E você pode ler gratuitamente a história da autora por meio do Ebook “Frankenstein”, disponibilizado pela Gazeta do Povo. Aproveite!

    FONTE

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