Mesmo em meio à insatisfação de parte da legenda, o Democracia Cristã (DC) oficializou o nome do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, como pré-candidato à Presidência da República. Com isso, consolidou o racha no partido.
O nome dele é lançado sob os lemas da ética e da reforma do judiciário. Como o Painel antecipou, a cúpula do DC já estudava anunciá-lo mesmo tendo o nome do ex-ministro Aldo Rebelo como pré-candidato desde o início do ano.
Aldo, no entanto, não decolou nas pesquisas. Em nota assinada pelo presidente do DC, João Caldas (AL), neste sábado (16), o partido deu recados à ala que ainda defendia o nome do ex-ministro.
“O momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais”, disse a legenda.
Antes disso, porém, a intenção de lançar o nome de Barbosa já havia provocado um racha no partido. Ao Painel, o presidente do diretório de São Paulo, o ex-deputado Cândido Vaccarezza tinha dito que Barbosa é “inapoiável” e que trabalharia contra a candidatura dele ao Palácio do Planalto.
João Caldas rebateu e afirmou que expulsaria “sumariamente” quem fosse contra o nome de Barbosa. Ao longo do dia, Aldo Rebelo chegou a divulgar uma nota mantendo a própria candidatura.
O partido aposta no novo nome porque em pesquisas qualitativas percebeu que o resultado foi positivo. Há uma forte identificação com a bandeira da ética e com a pauta das reformas do Judiciário, como a criação de regras de conduta de ministros do STF, por exemplo.
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